sexta-feira, 16 de junho de 2017

SOBRE O BLOG

Este blog foi criado como requisito para aprovação na disciplina Referenciais Teóricos e Metodológicos de História no Ensino Fundamental, orientado pelo professor Alfredo Eurico Rodrigues Matta do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia. Com o objetivo de pesquisar a origem da cidade de Mundo Novo, suas relações com Salvador e o contexto histórico em que a capital baiana se encontrava no período da fundação da cidade, no intuito de refletir sobre os fatores que levaram a migração dos bandeirantes para a região da chapada resultando na descoberta das terras que vieram a se tornar a cidade de Mundo Novo.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A EXPANSÃO TERRITORIAL: CAMINHOS DE UM "MUNDO NOVO"

     

    A IMPORTÂNCIA DE CACHOEIRA PARA A ECONOMIA BAIANA

    Entre os séculos XVII e XIX, a cidade de Cachoeira exerceu um papel muito importante na economia baiana, atuando como entreposto comercial, fazendo ligação entre as regiões situadas entre o Sertão e a cidade de Salvador. Dali partia e chegavam mercadorias tanto para Salvador como para os povoados situados mais a oeste do Recôncavo. Quase toda a produção agrícola e animal que provinha do Sertão e de outras regiões próximas tendo como destino à capital baiana passava por cachoeira, uma vez que, a forma mais rápida de transportar essas mercadorias era por vias fluviais e marítimas.

   À medida que a produção da cana-de-açúcar ia crescendo, provocando consequentemente o aumento populacional do Recôncavo e da Bahia, crescia também a demanda de gado, peça essencial para a sobrevivência da colônia e para o acúmulo dos lucros da Coroa. O gado era criado de forma extensiva, porém, as sesmarias que foram doadas inicialmente, se viam pequenas diante do tamanho das criações, por isso, a necessidade da expansão territorial. 

    EXPANSÃO TERRITORIAL: A CASA DA PONTE EM MORRO DO CHAPÉU

    Em 1675, o segundo Francisco Dias D’Ávila chegou as terras do atual município de Juazeiro, ao chegar as margens do rio Salitre não conseguiu prosseguir viagem por conta das lutas entre os índios guaisquais e galaches. Então decidiu reunir um grupo e travou batalha contra os indígenas contando com a participação de Antônio Guedes de Brito (Casa da Ponte) que ajudou financeiramente e com provisões aos participantes da batalha. Em retribuição pelos serviços prestados, recebeu terras as margens do rio São Francisco que iniciava em Morro do Chapéu indo até a nascente do rio das Velhas, em minas Gerais. 

    As primeiras explorações no território do município de Morro do Chapéu foram realizadas pelos Jesuítas, que foram trazidos à Bahia em 1549 por Tomé de Souza, no intuito de catequizar os índios. No entanto, no sertão da Bahia e ao longo do São Francisco, a Companhia de Jesus encontrou dificuldade maior do que no Sul da Colônia, pois as terras próximas da Bahia já tinham sido doadas ou já eram cobiçadas pelos fidalgos, principalmente entre a Casa da Torre e a Casa da Ponte, no intuito de expandir suas criações de gado ou para a exploração das minas daquela região.


    CONFLITOS ENTRE OS JESUÍTAS E OS MORGADOS DA PONTE E DA TORRE     

    O extenso Sertão baiano se encontrava quase todo em mãos de duas famílias, os D’Ávila (Casa da Torre) possuíam cerca de trezentos e quarenta léguas às margens do São Francisco e os Guedes de Brito (Casa da Ponte) com cerca de cento e sessenta léguas, entre o Morro do Chapéu, na Bahia, até as nascentes do Rio das Velhas, em Minas Gerais.

    O Morgado da Casa da Ponte foi detentor de grandes latifúndios no Brasil, ganhando terras entre as cabeceiras dos rios Piauhi (Sergipe), Itapicuru, Real, Inhambupe e Jacuípe. Com isso, grande parte do sertão da Bahia pertencia as essas duas principais famílias.

     Como já era de se esperar, a busca pela expansão territorial gerou diversos conflitos entre os dois Morgados. Contudo, depois de vários embates, resolvem-se amigavelmente em 1668, as desavenças entre a Casa da Torre e da Ponte. Acerta-se que a Casa da Torre ficaria com a parte Nordeste e a Casa da Ponte com a Parte Sul do São Francisco. Essa trégua que aparentemente acontece de forma amigável, foi na verdade, o receio das duas Casas em relação a um poderoso obstáculo comum, a Companhia de Jesus, que a muito vinha incomodando ambos Morgados.

    Os jesuítas recorreram a Coroa para que parte das terras do Sertão baiano fosse destinadas aos índios, as quais pudessem utilizar para sua subsistência. Porém, não somente as almas dos nativos interessavam os jesuítas, eles também utilizavam à força indígena em seus engenhos, currais e outros meios de produção. Assim sendo, os jesuítas construíam obstáculos para a escravização da mão-de-obra indígena, tornando-se então, inevitáveis os conflitos, tanto no Norte e Nordeste, quanto também no Sul da Colônia.



   REFERÊNCIAS:

   BENTO, Rômullo. História de Morro do Chapéu - Bahia. Disponível em: http://ifbainfohistoria.blogspot.com.br/2011/06/historia-de-morro-do-chapeu-bahia.html. Acesso em 21 de abril de 2017.

   DIAS, Gleidson Sena e OLIVEIRA, Gleidiane Guimarães. CACHOEIRA-BA: AÇÃO DO ESTADO NA REORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO URBANO. Tese, 2011. Disponível em: http://www.uesb.br/eventos/ebg/anais/2e.pdf. Acesso em 23 de abril de 2017.

   SANTANA, Danilo. Morgados do Interior: A casa da Torre de Garcia D’Ávila. Disponível em: https://historiadabahia2.wordpress.com/sobre/morgados-do-interior-a-casa-da-torre-de-garcia-davila/. Acesso em 21 de abril de 2017.

domingo, 16 de abril de 2017

A IMPORTÂNCIA DE SALVADOR

A história de Salvador começou em 1501, no primeiro ano do século 16, quando a primeira expedição exploradora às terras descobertas por Cabral chegou aqui em primeiro de novembro, dia de Todos os Santos.
 Salvador era o principal porto do Brasil, mesmo após a fundação da Vila de São Vicente e tornou-se, já no século 16, uma cidade bem fortificada, adornada com igrejas e muitos navios em seu litoral.

Fonte da imagem: http://hid0141.blogspot.com.br/2008/08/do-descobrimento-s-colonizaes.html

O que torna a capital baiana importante é o fato de que é uma cidade de fácil acesso por conta de suas correntes marítimas favoráveis o que facilitava sua comunicação entre Europa e África. Salvador também era importante por ser uma cidade comercialmente propícia por ter sido a primeira capital do Brasil, ao se tornar capital ganha status militar. Tais fatos culminaram na demanda do entorno dos mais variados produtos dando, assim, origens as cidades adjacentes.



REFERÊNCIAS:

 ____. O Brasil no Século 16. Disponível em:

http://www.historia-brasil.com/seculo-16.htm


COMO SURGIU MUNDO NOVO

Antes mesmo de se constituir como cidade, a região onde atualmente está situada Mundo Novo era uma grande sesmaria há muitos anos abandonada e que foi objeto de arrematação em praça pública, pelo Visconde de Itapicuru, na Vila de Nossa Senhora do Rosário de Porto de Cachoeira. Esta sesmaria, com cerca de cinquenta léguas quadradas, situava-se entre Orobó, Monte Alegre e Itaberaba. 

Fonte da imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mundo_Novo_(Bahia)

No ano de 1933, o nordeste passava por um período de seca muito intensa, rebanhos foram dizimados pela falta de pastagens. Movidos pelo desespero, um grupo de sertanejos decidiu partir em busca de terras férteis. Este grupo liderado por José Carlos da Motta contava com alguns conterrâneos dentre eles seus amigos Joaquim José Assumpção e José Barbosa Cabrinha, além de um grupo de escravos.  
 Esses sertanejos eram na verdade bandeirantes, que penetraram os sertões ainda desconhecidos e chegaram a Monte Alegre; dali partiram em direção a Morro do Chapéu.


Fonte da imagem: http://www.mundonovoba.com.br/mundo-novo-antigo/

No curso da viagem, José Carlos da Motta, com sua pequena bandeira, estacionou no local hoje conhecido com o nome de Engenho, em 1833, impressionado com as matas e a farta vegetação nativa, com a qualidade do solo e os mananciais de água potável. Consta que o chefe da bandeira José Carlos da Motta, ao avistar as terras em que está situada a cidade e suas adjacências, do alto da Várzea Bonita, exclamou ″isto aqui é um Mundo Novo″. Foi, portanto, o pouso da bandeira de José Carlos a causa determinante da povoação do município.
O colonizador, satisfeito com a riqueza da terra descoberta, teve a ideia de a povoar, conseguindo a vinda de novos colonos, que construíram residências e ali se instalaram. Formou-se assim, em 10 de outubro de 1833, o povoado que, segundo Lima (1988, p.14) “Ali se formava o embrião de uma futura cidade: a nobre cidade de MUNDO NOVO.”



Fonte da imagem: http://www.agmarrios.com.br/2013/10/programacao-oficial-do-aniversario-da.html



REFERENCIAS:
BRASIL, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXI – Rio de Janeiro.

LIMA, Dante de. Mundo novo: nossa terra, nossa gente. Documentário, edição especial. Contemp. Editora Ltda, Salvador, Ba, 1988.



Entrevista


Entrevista feita com morador local por meio de conversa pelo whatssap no dia 04 de junho de 2017 onde ele compartilha um pouco de suas memórias como cidadão mundonovense. Aqui ele nos revela suas impressões sobre a cidade onde nasceu e as mudanças que ele pôde observar enquanto personagem de parte da história da cidade de Mundo Novo.





Entrevistadora: Ubirane Silva

Entrevistado: Senhor X (83 anos)


Ubirane: O senhor já ouviu falar dos Guedes de Brito?

Senhor X: Só de nome, eu sei que tem essa família rica e que eles moram perto da praça.

Ubirane: O senhor é natural de Mundo Novo?

Senhor X: Sempre fui daqui, do Povoado do Cobé e minha esposa era do Andaraí.

Ubirane: Seus pais ou o senhor já moraram em Salvador? Se sim, por quê?

Senhor X: Não, nunca gostei de Salvador. Já morei em São Paulo depois que casei, fui morar lá por causa de uma grande seca que teve por aqui.

Ubirane: Fale um pouco sobre o que o senhor se lembra de Mundo Novo antigamente. Como era a cidade, o que tinha, o que mudou?

Senhor X: Era uma cidade considerada de fazendeiros, a maioria dos moradores era de fazendeiros. Mas a riqueza de hoje não é mais como era antigamente. O Mundo Novo que conheci antes não mudou muito, as casinhas que tinha antes ainda tem, ninguém muda nada, ninguém constrói nada. Tinha um mercado grande que era o maior mercado da feira. Tem também aquela festa da vaquejada uma vez por ano parece, que atrai muita gente de fora e mês de junho tem quermesse. Então é assim, uma cidade que não tem novidade. Porque os fazendeiros ricos começaram a ficar pobres ou morreram, os mais novos foram embora pra São Paulo, foram se mudando para outros lugares. Não quiseram comandar as fazendas pra gente. Por isso que Mundo Novo ficou pobre, porque os mais velhos foram morrendo e os herdeiros foram indo embora, seguindo outros rumos. Aí Mundo Novo ficou uma cidadezinha esquecida.


Sendo assim, pude perceber que, de acordo com o Senhor X, a cidade de Mundo Novo era uma cidade basicamente de fazendeiros ricos que certamente abasteciam as cidades circunvizinhas. Por conta de uma grande seca que ocorreu na Bahia, muitos moradores acabaram migrando para outras cidades o que resultou na decadência econômica da cidade. Assim, noto nas palavras do Senhor X, certa frustração com a condição da cidade que, aos poucos foi deixando de ser a cidade que ele conheceu.

A despeito do possível descontentamento do Senhor X, a cidade de Mundo Novo não está tão esquecida assim. É certo que muita coisa mudou, Mundo Novo acompanhou as mudanças sociais, culturais e tecnológicas assim como muitas cidades do interior. Atualmente a cidade conta com quatro instituições de ensino superior, UNEB, UFBA, UFPB e ULBRA. Assim o cidadão mundonovense não precisa mais se deslocar para outras cidades para cursar o nível superior. Seus artistas locais também mostram que a cidade possui muitos talentos como Lucia Borges, Marcos de Oliveira e Rodrigo Nery.
Lucia Borges

Marcos de Oliveira

Rodrigo Nery
fonte das imagens: http://www.mundonovoba.com.br/categoria/arte/
Lucas Parente, cidadão mundonovense que se apresenta como “Advogado metido a músico metido a poeta que quer mudar o mundo plantando árvores” inspirado nas contribuições de seu conterrâneo Dante de Lima escreve as Dez estrofes para Mundo Novo:
A história de uma vida
Não se conta sem paixão
A lembrança do passado
Na letra de uma canção
Reescrevendo a história
Reavivando a memória
Faz bater o coração.


Nossa viajem começa
Dentro do sertão baiano
Quando a seca castigava
Animal e ser humano
O Nordeste em sofrimento
Pedia a Deus um alento
Trinta e três era o ano.


Um grupo de fazendeiros
Pela seca castigado
Buscando em terras distantes
Comida para o seu gado
Adentrou pela Bahia
Cortando a mata bravia
Do interior do Estado.


Nesse grupo de valentes
Um deles merece nota
Liderou a comitiva
Que chegou nessas encostas
Abrindo o mato a facão
Esse homem de visão
Foi José Carlos da Mota.


Os homens acostumados
À severa estiagem
Ficaram maravilhados
Ao ver aquela paisagem
Mata verde florescendo
Chuvas e rios correndo
Parecia uma miragem.


Achou água para o gado
Brotando dos pés do morro
Encontrou uma promessa
De vida para o seu povo
Vendo um rio a escorrer
A esperança renascer
Disse: É um mundo novo!


Começou como fazenda
Que cresceu rapidamente
Pelo seu verde e riqueza
Atraía muita gente
Logo era um povoado
Pelo povo comentado
Sua fama era crescente.


Assim nasceu a cidade
Que quem vê jamais esquece
Deixa saudoso quem parte
Apaixona quem conhece
Sua calma é que seduz
No alto da Santa Cruz
A doce brisa é uma prece.


Uma secreta magia
Que acolhe os visitantes
A alegria do seu povo
A grandeza dos seus montes
E uma certa nostalgia
De que nessa terra um dia
Tudo será como antes.


Aqui termina a canção,
Não a história dessa gente
O seu destino depende
De todos nós, finalmente
Para que ela viva e cresça
Não apenas na promessa
De um futuro reluzente.


PARENTE, Lucas. Inspirado em “Nossa Terra, Nossa Gente”, de Dante de Lima. Disponível em: http://www.mundonovoba.com.br/dez-estrofes-para-mundo-novo/

Dante de Lima, também natural de Mundo Novo e conhecedor de inúmeras historias locais. Formou-se em direito e escreveu diversos livros nos quais relata “causos” e histórias da cidade como afirma Pinheiro:
Lançou três livros em que homenageia Mundo Novo em suas páginas recheadas de fantásticas histórias que nos fazem rir, chorar e aprender um pouco mais com a vida de cada personagem. Entrar em contato com sua obra é conhecer cada palmo da cidade, reconhecendo os tipos humanos, as histórias, a ingenuidade e a força do sertanejo.(PINHEIRO, 2010)

 Lima apresenta neste pequeno trecho os pontos da cidade que valem a pena ser visitados:
Os pontos turísticos de Mundo Novo são a Fazenda Jequitibá, onde estão instalados o Mosteiro e a Fundação Divina Pastora, a uma distância de trinta quilômetros da sede. Também pode ser visitado o único sítio histórico da cidade, o primeiro prédio residencial construído na rua Cel. Francisco Lima, construção estilo colonial do século XIX. Esse imóvel vem seno conservado com todas as suas características originais graças aos esforços pessoais do Prof. José Carlos Aragão, ilustre filho adotivo de Mundo Novo. Também deve ser feita uma visita ao Monte da Santa Cruz, donde se descortina uma visão panorâmica da cidade presépio, bem como uma paisagem paradisíaca das maravilhosas cercanias. No topo desse Monte está erigida a Capela de São Judas Tadeu, inaugurada no dia 3 de maio de 1910.Grandes melhoramentos vêm sendo realizados nesse Monte graças ao espírito dinâmico e devotado de um dos mais ilustres filhos de Mundo Novo, o Prof. Vanderlan Sampaio Araújo.

Visite Mundo Novo. A cidade mãe tem uma alma hospitaleira; seu povo é cordial e afável e você jamais a esquecerá! (LIMA, 2010)

LIMA, Dante de. Histórico da Cidade por Dante de Lima. Disponível em:  http://www.mundonovoba.com.br/historico-da-cidade-por-dante-lima/

PINHEIRO, Wladimir. Dante de Lima. Disponível em: http://www.mundonovoba.com.br/dante-de-lima/

Deste modo, concluo esta pesquisa apresentando um pouco, bem pouco, da cidade de Mundo Novo e seus artistas locais. Destacando alguns aspectos positivos da cidade no intuito de valorizar seu povo e sua cultura que também é meu povo e minha cultura já que sou neta de um morador local, homem trabalhador que ama a terra onde nasceu.

                                                                    FOTOS
Aniversário de 176 anos da Cidade

Cavalgada do Descobrimento

44ª Expo Agropecuária

Praça

II Cavalgada da Amizade do Povoado do Cobé

Entrada de Cidade

Praça do Cruzeiro


segunda-feira, 3 de abril de 2017

MUNDO NOVO EM MOMENTOS HISTÓRICOS


No período de 1822 a 1831, o Brasil viveu o seu Primeiro Reinado, um vez consolidada a independência, nossa nação vivia dias agitados. A discordância entre a aristocracia brasileira e o imperador era crescente, perdendo popularidade a cada dia.
Foi nesse clima de insatisfação popular que, em 7 de abril de 1831, D. Pedro abdicou de sua coroa em favor de seu filho D. Pedro II de apenas cinco anos de idade, ficando este sob tutela de José Bonifácio. Deste modo, o Brasil viveu de 1831 a 1840 em Período Regencial.


Fontes da imagem: https://www.resumoescolar.com.br/historia-do-brasil/resumo-do-primeiro-reinado/

Portanto, quando as terras que se tornariam a cidade de Mundo Novo foram descobertas, em 1833, estávamos vivendo o “Período Regencial”.
Na Bahia, o clima também era tenso, eram grandes as desavenças entre baianos e portugueses por conta das lutas travadas pela consolidação da independência. Além disso, crescia na Bahia o desejo de federalizar o Brasil, pretensão essa que culminou na Revolução Federalista de 1832 a 1833.
Fonte da imagem: http://justificando.cartacapital.com.br/2015/08/03/na-revolucao-federalista-em-1893-senadores-chegaram-a-pegar-em-armas/

“Assim, enquanto a Bahia lutava para se libertar da sua submissão político-administrativa do poder central do Rio de Janeiro, a duzentos e cinquenta quilômetros de Salvador surgia um MUNDO NOVO pleno de paz e transbordante de esperança.” (LIMA, 1988, p. 13)

MUNDO NOVO E A REVOLUÇÃO DE 1930
Em outubro de 1930 o então presidente Washington Luís decretou estado de sítio. Por conta disso, chega em Salvador o General Santa Cruz com amplos poderes para sufocar os levantes que despontaram por todo o nordeste.
Constituiu-se então, uma coluna militar sob o comando do Tenente Juracy Magalhães, que marchou em direção a Bahia. Para deter essa coluna, o General Santa Cruz enviou uma força armada em direção a cidade de Alagoinhas e determinou a convocação dos Tiros de Guerra do interior.
O Tiro de Guerra de Mundo Novo, após sua convocação, estava de prontidão para descer para Salvador. Contudo, ao entardecer do dia 24 de outubro, chegou um telegrama que causou uma explosão de alegria na população de Mundo Novo, nele veio o comunicado da deposição de Washington Luís e da vitória dos revolucionários.  


Fontes da imagem: http://schafergabriel.blogspot.com.br/2015/01/republica-velha-1889-1930.html



REFERENCIA:

LIMA, Dante de. Mundo Novo: nossa terra, nossa gente. Documentário, edição especial. Contemp. Editora Ltda, Salvador, Ba, 1988.



SOBRE O BLOG

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